TCC 5G & DLT Hub ITU-T Y.DLT.Trust.IMT
Reunião com o Orientador: Amanhã às 16:00 • Material Estruturado de Alta Retenção

Validação e Auditoria do Núcleo 5G com DLT

Plataforma interativa de estudo para o Trabalho de Conclusão de Curso. Da base sólida de redes ao coração do 5G SBA, desvendando o Hyperledger Fabric, a recomendação ITU-T Y.DLT.Trust.IMT, fichamentos dos artigos científicos e o roteiro prático com free5GC.

Arquitetura 3GPP SBA
DLT Permissionada (Raft)
5 Fichamentos Completos
Laboratório com free5GC
Resumo em 3 Frases Decore Isto
  • 1 O 5G Core é software: Virou microsserviços em containers (NFs) que conversam via HTTP/2 REST e JSON.
  • 2 O draft da ITU-T: Propõe usar DLT corporativa (Hyperledger Fabric) para validar permissões e auditar eventos do gerenciamento.
  • 3 O TCC na prática: Um adaptador que intercepta o registro de uma NF no NRF (free5GC), valida no smart contract e mede a latência adicionada.
Tempo estimado de leitura: 18 minutos
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Fundamentos de Redes ao 5G

A base conceitual sólida: de pacotes IP a APIs REST e a separação dos planos

Base Aprovada
IP & Portas Lógicas

Analogia do Condomínio: O endereço IP (ex: 10.0.0.7) é o endereço do prédio. A Porta (ex: 80, 443, 8000) é o número do apartamento onde um serviço específico atende.

Porta 80 / 443 → HTTP / HTTPS (Web)
Porta 8000 → APIs REST (FastAPI / 5G SBA)
Porta 7050 / 7051 → Orderer / Peers (Fabric)
TCP vs. UDP

TCP (Carta Registrada): Confiável, ordenado, retransmite perdas via handshake de 3 vias (SYN → SYN-ACK → ACK). Usado em APIs, banco e DLT.
UDP (Grito no Megafone): Não garante entrega nem ordem, mas é ultrarrápido (voz, streaming e túneis de usuário 5G GTP-U).

Por que o 5G Core escolheu HTTP/2 e REST?
Revolução SBA

No 4G, os nós falavam protocolos complexos e binários de telecom (como Diameter sobre SCTP e GTP-C). Para o 5G, a 3GPP percebeu que a computação em nuvem (AWS, Google, Netflix) já havia vencido com microsserviços. O 5G adotou HTTP/2 com serialização JSON:

Multiplexação Binária

Centenas de requisições paralelas trafegam em uma única conexão TCP persistente, sem bloqueio de fila (head-of-line).

Compressão HPACK

Reduz drasticamente o consumo de banda ao comprimir cabeçalhos HTTP repetitivos entre funções de rede.

JSON Estruturado

Permite validação automática via schemas OpenAPI 3.0 e integração nativa com middlewares modernos.

A Separação Sagrada dos Três Planos da Rede

Entender essa separação é o que impede 90% dos alunos de falharem na defesa do TCC. Cada plano possui uma função bem delimitada:

Plano de Usuário (UPF)

Onde trafegam os gigabits do streaming, YouTube e downloads do usuário.

⛔ NUNCA TOCA NA BLOCKCHAIN
Plano de Controle (CP)

O cérebro da rede: sinalização, autenticação do chip, alocação de IP e mobilidade (AMF, SMF).

⚡ Dispara eventos ao gerenciamento
Plano de Gerenciamento

Orquestração, catálogo de NFs (NRF), criação de fatias, auditoria e políticas de conformidade.

✅ ONDE A DLT OPERA NO TCC!
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O Núcleo 5G (5G Core) e a Arquitetura SBA

De caixas físicas proprietárias a microsserviços cloud-native desacoplados

3GPP Release 16/17

O que são Funções de Rede (NFs), VNFs e CNFs?

No passado, cada elemento de telecomunicação era um hardware fechado de prateleira (appliance dedicado). A tecnologia NFV (Network Functions Virtualization) do ETSI permitiu transformar essas caixas em software:

1. NF (Network Function)

O conceito lógico da função (ex: a tarefa de rotear pacotes ou autenticar usuários).

2. VNF (Virtual NF)

A função empacotada como uma Máquina Virtual (VM no OpenStack ou VMware).

3. CNF (Cloud-Native NF)

A evolução moderna: containers Docker orquestrados por Kubernetes, como no free5GC.

Catálogo Detalhado das Principais Funções do 5G Core (3GPP)

NRF (Network Repository Function) Foco Principal do TCC

O "Catálogo de Serviços" do 5G: Quando uma função (ex: SMF) inicia, ela registra seu endereço IP, serviços e fatias suportadas no NRF. Quando outra função (AMF) precisa de um SMF, ela pergunta ao NRF.

Por que é crucial no TCC: É o ponto perfeito para validar se quem está se registrando tem permissão na DLT e registrar o log auditável.
AMF (Access and Mobility Management) Controle

Ponto de entrada do sinal de rádio (gNodeB). Gerencia a autenticação inicial do celular, autorização de acesso e troca de antenas quando o usuário se desloca.

SMF (Session Management Function) Sessões PDU

Gerencia o ciclo de vida das sessões de dados dos celulares. Aloca endereços IP aos usuários e programa as regras de encaminhamento no UPF.

UPF (User Plane Function) Plano de Dados

O único componente do 5G Core no Plano de Usuário. Encaminha e roteia pacotes IP da antena para a internet em taxas de gigabits com aceleração de hardware.

NSSF (Network Slice Selection Function) Fatiamento

Analisa o perfil e a solicitação do usuário e seleciona qual conjunto específico de fatias de rede (Network Slices) atenderá aquele dispositivo.

UDM / UDR (Unified Data Management) Assinantes

O repositório de dados de assinantes (substituto moderno do HSS do 4G). Armazena credenciais criptográficas do chip, perfis de plano e assinaturas de fatias.

O que é Network Slicing (Fatiamento de Rede)?

Multi-Inquilino

É a capacidade do 5G de criar múltiplas redes lógicas e independentes compartilhando a mesma infraestrutura física. Cada fatia possui isolamento e garantias de SLA específicas:

1. eMBB (Enhanced Mobile Broadband)

Altíssima largura de banda. Ex: Streaming 4K/8K, realidade virtual, downloads pesados.

2. URLLC (Ultra-Reliable Low Latency)

Latência ultra-baixa (< 1ms) e confiabilidade de 99.999%. Ex: Carros autônomos, cirurgia remota, robótica fabril.

3. mMTC (Massive Machine Type Comms)

Milhões de dispositivos IoT conectados transmitindo poucos bytes e operando com baterias que duram 10 anos.

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DLT & Hyperledger Fabric Desmistificados

Por que redes de telecomunicação utilizam blockchains permissionadas corporativas

Consórcio Telecom

Blockchain Pública (Bitcoin/Ethereum) vs. Permissionada (Hyperledger Fabric)

Essa é uma pergunta clássica de bancas e orientadores. Telecomunicações não podem usar blockchains públicas tradicionais por 4 motivos decisivos:

Característica Blockchain Pública (Ethereum) DLT Permissionada (Fabric)
Identidade dos Nós Anônima / Pseudônima (Qualquer um entra) Identificada via PKI X.509 (Consórcio fechado)
Custo por Transação Taxas financeiras variáveis (Gas em ETH) Zero taxa (Sem criptomoeda)
Tempo de Confirmação Minutos a horas (Probabilístico) Milissegundos (Determinístico via Raft)
Privacidade de Dados Pública (Todos veem todas as transações) Canais privados (Channels isolados)
Vazão (Throughput) 15 a 30 transações por segundo > 2.000 a 5.000 TPS

Os 5 Componentes Fundamentais do Hyperledger Fabric

Peers (Nós)

Hospedam cópias do ledger e executam os contratos inteligentes. Podem atuar como Endossadores (executam e assinam simulações) e Validadores (gravam nos blocos).

Orderer (Ordenador)

Recebe as transações endossadas, organiza em ordem cronológica rígida, empacota em blocos e distribui aos peers usando o algoritmo de consenso Raft tolerante a falhas (CFT).

Certificate Authority (CA)

Emite certificados digitais X.509 para cada nó, operador e serviço. Nenhuma transação pode ser enviada sem uma assinatura digital válida e verificável.

Channels (Canais)

Sub-redes privadas e isoladas dentro da mesma rede Fabric. Permite que operadoras concorrentes compartilhem infraestrutura sem que uma veja os clientes da outra.

Chaincode (Smart Contract)

Código programado em Go, Node.js ou Java que implementa a lógica do negócio (ex: ValidateNFRegistration(), RecordAuditLog()).

World State (CouchDB)

Banco chave-valor que guarda o estado atual dos ativos para consultas instantâneas, enquanto o histórico completo fica preservado na cadeia imutável de blocos.

O Fluxo Execute-Order-Validate do Hyperledger Fabric
1. Execução (Endorsement)

O cliente envia a proposta para nós endossadores que simulam a transação no chaincode e assinam o resultado.

2. Ordenação (Ordering)

O Orderer recebe as propostas endossadas, agrupa em um bloco ordenado e distribui para todos os peers da rede.

3. Validação & Commit

Cada peer valida as assinaturas de endosso e a versão dos dados antes de gravar definitivamente no ledger.

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A Recomendação ITU-T Y.DLT.Trust.IMT

Study Group 13 (SG13 Q16) — Requisitos para Gerenciamento Confiável em IMT-2020 e Posteriores

Norma Internacional

Por que a ITU criou essa recomendação?

À medida que as redes 5G migram para nuvens públicas e híbridas com múltiplos operadores e orquestradores (SDN/NFV), surge um déficit crítico de confiança:

  • Como provar que uma regra de firewall ou fluxo SDN não foi modificada por um atacante com acesso interno?
  • Como garantir que uma nova Função de Rede (NF) instanciada pertence à operadora legítima e não a um invasor?
  • Como auditar o cumprimento de fatias de rede (SLAs) entre consórcios industriais de forma imparcial?
Pilar 1: Validação Antes da Operação

Autorização e Controle Prévio

O componente do core ou orquestrador não executa uma ação crítica imediatamente. Uma consulta ao Smart Contract verifica:

✔ A entidade solicitante está registrada no consórcio?
✔ A cota de recursos da fatia permite essa operação?
✔ O certificado e a versão do software são válidos?

Se qualquer regra for violada, a operação é sumariamente rejeitada antes de comprometer a rede.

Pilar 2: Registro Após a Operação

Auditoria Imutável e Não-Repúdio

Após a conclusão bem-sucedida de qualquer operação de gerenciamento, os detalhes do evento são gravados no ledger de forma imutável:

✔ Hash SHA-256 criptográfico do payload do evento
✔ Timestamp auditável e ID da função emissora
✔ Assinatura digital que impede a negação do fato

Nem o administrador do sistema com acesso root ao servidor consegue apagar ou falsificar o histórico.

Regra Sagrada de Privacidade (LGPD & GDPR no TCC)

Nunca grave dados de usuários no ledger: Identificadores de clientes (como IMSI, SUPI, número de telefone, localização física) JAMAIS são armazenados na blockchain. O ledger armazena apenas identificadores anônimos de funções, hashes unidirecionais SHA-256 e metadados operacionais. Se um auditor precisar conferir no futuro, a função exibe o log bruto local e prova que o hash matemático confere exatamente com o hash registrado no bloco imutável.

5

Análise Exaustiva das Referências Científicas

Fichamento rigoroso de cada artigo da pasta referencias/ com pontos fortes e alertas

5 Artigos + Alerta
ALERTA CRÍTICO DO REPOSITÓRIO: O Caso Boukessessa2024
Pegadinha Evitada!

Durante nossa análise minuciosa de todos os PDFs do repositório, identificamos que o arquivo Boukessessa2024_Blockchain_VNF_Package_Protection.pdf continha por engano um artigo sobre "Estações de recarga de veículos elétricos" publicado na mesma edição periódica (Transport and Telecommunication Journal, Vol. 25, Nº 3, 2024).

O Artigo Real Pretendido:
Título: "Blockchain-Based Security Framework for VNF Package Protection in 5G Network Slicing Services"
Autores: Meriem Boukessessa, Abdelkader Ghazli e Adda Ali-Pacha (2024).

Abaixo apresentamos o fichamento completo tanto do artigo correto de Boukessessa quanto dos outros quatro artigos científicos!

Artigo 1 • Prático / Benchmark

Zanzi et al. (2020) — NSBchain: A Secure Blockchain Framework for Network Slicing Brokerage

NEC Laboratories Europe & TU Kaiserslautern
🎯 O Problema:

Como negociar e alocar fatias de rede 5G dinamicamente entre Provedores de Infraestrutura (InPs), Corretores Intermediários (IBs) e Clientes Verticais (Tenants) sem depender de um intermediário central que possa fraudar o faturamento.

💡 A Solução Proposta:

Criaram o NSBchain, um framework baseado em Hyperledger Fabric onde contratos inteligentes gerenciam os leilões de fatias, registram alocações e automatizam o faturamento auditável.

📊 Resultados & Metodologia:

Testaram o consenso Raft vs Solo sob estresse. Provaram que o Hyperledger Fabric suporta centenas de inquilinos simultâneos mantendo latência de confirmação na casa dos milissegundos e 100% de taxa de aceitação de transações válidas.

Aplicação no seu TCC: Prova definitiva da viabilidade do Fabric e serve de modelo para a coleta de métricas de latência e transações por segundo.
Artigo 2 • Auditoria & Privacidade

Xiao et al. (2021) — A Blockchain-Based Privacy-Preserving 5G Slicing SLA Audit Scheme

North China University of Technology
🎯 O Problema:

Disputas de SLA (ex: cliente afirma que a latência foi alta; operadora nega). Como auditar o cumprimento do contrato sem que a operadora adultere os logs e sem vazar métricas confidenciais do cliente na blockchain pública?

💡 A Solução Proposta:

Sistema de Monitoramento Duplo (Dual-Monitoring) onde ambos medem parâmetros de QoS, combinado com a cifra TORE (Trapdoor Order-Revealing Encryption).

📊 Resultados & Inovação:

O smart contract compara se cifrado(latência_medida) > cifrado(limite_sla) sem nunca decifrar o valor original. Se houver quebra de SLA, penalidades financeiras são aplicadas automaticamente de forma matemática.

Aplicação no seu TCC: Fundamenta o pilar de auditoria imutável e a preservação total de dados sensíveis na integração Core-DLT.
Artigo 3 • Segurança de VNF

Boukessessa et al. (2024) — Blockchain-Based Security Framework for VNF Package Protection

Transport and Telecommunication Journal
🎯 O Problema:

Vulnerabilidade no ciclo de vida de pacotes VNFs em fatias 5G, susceptíveis a ataques de repetição (replay attacks), adulteração de código e orquestração não-autorizada por atores maliciosos.

💡 A Solução Proposta:

Arquitetura de gerenciamento não-hierárquica combinada com validação baseada em Nonce criptográfico exclusivo, acessível somente a clientes registrados e verificada pelo provedor na DLT antes da implantação da VNF.

Aplicação no seu TCC: Inspiração direta para o Pilar 1 (Validação prévia) durante o registro e ciclo de vida de funções de rede.
Artigo 4 • Survey Completo de 5G + DLT

Nguyen et al. (2020) — Blockchain for 5G and Beyond Networks: A State of the Art Survey

IEEE Communications Surveys & Tutorials (Impact Factor ~35)

O artigo seminal mais respeitado e citado sobre a união de Blockchain e 5G. Analisa sistematicamente a aplicação de DLTs nos seis pilares do 5G: Computação em Nuvem, Computação de Borda (MEC), SDN, NFV, Network Slicing e Comunicações D2D.

Aplicação no seu TCC: Fonte bibliográfica de autoridade máxima para a fundamentação teórica e o estado da arte do Capítulo 2 da monografia.
Artigo 5 • Survey Blockchain + SDN

Rahman et al. (2022) — On the Integration of Blockchain and SDN: Overview, Applications, and Future Perspectives

University of Naples Federico II & NITER

Investiga detalhadamente os riscos de controladores SDN centralizados (ponto único de falha, injeção maliciosa de fluxos). Demonstra como DLTs permissionadas sincronizam as regras de controle entre controladores distribuídos garantindo resiliência e não-adulteração de regras.

Aplicação no seu TCC: Justificativa sólida para a cláusula de gerenciamento confiável de SDN prevista na recomendação ITU-T Y.DLT.Trust.IMT.
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Arquitetura Prática & Experimento do TCC

Como viabilizar o projeto experimental com free5GC e Hyperledger Fabric em Docker

Protótipo Viável
Pergunta Central de Pesquisa do TCC

"Em que medida a integração de uma DLT permissionada garante a integridade e auditabilidade das operações de gerenciamento de um núcleo 5G, e qual é o custo computacional (overhead de latência e uso de recursos) dessa integração?"

Topologia do Experimento Prático

Docker Compose
┌─────────────────────────────────────────────────────────────────────────────┐
│                            CORE 5G (free5GC)                                │
│   ┌──────────────┐     ┌──────────────┐     ┌──────────────┐                │
│   │     AMF      │     │     SMF      │     │     UPF      │ (Tráfego Real) │
│   └──────┬───────┘     └──────┬───────┘     └──────────────┘                │
│          │                    │                                             │
│          └───────────┬────────┘                                             │
│                      │ 1. Solicitação de Registro (HTTP/2 REST JSON)        │
│                      ▼                                                      │
│             ┌─────────────────┐                                             │
│             │  NRF (Catálogo) │                                             │
│             └────────┬────────┘                                             │
└──────────────────────┼──────────────────────────────────────────────────────┘
                       │ 2. Interceptação assíncrona do evento
                       ▼
┌─────────────────────────────────────────────────────────────────────────────┐
│                 CAMADA ADAPTADORA (Middleware Python/FastAPI)                │
│   ├── Extrai Metadados & Timestamp                                          │
│   ├── Remove dados sensíveis (Privacidade)                                  │
│   ├── Calcula Hash SHA-256 do payload do evento                             │
│   └── Dispara Transação de Endosso via Fabric SDK                           │
└──────────────────────┬──────────────────────────────────────────────────────┘
                       │ 3. Invocação de Chaincode
                       ▼
┌─────────────────────────────────────────────────────────────────────────────┐
│                     HYPERLEDGER FABRIC TEST NETWORK                         │
│   ┌───────────────────────────┐      ┌───────────────────────────┐          │
│   │    Peer Org1 (Endossador) │      │    Peer Org2 (Endossador) │          │
│   └─────────────┬─────────────┘      └─────────────┬─────────────┘          │
│                 └──────────────────┬───────────────┘                        │
│                                    ▼                                        │
│                 ┌─────────────────────────────────────┐                     │
│                 │      Orderer Node (Consenso Raft)   │                     │
│                 └──────────────────┬──────────────────┘                     │
│                                    ▼                                        │
│                 ┌─────────────────────────────────────┐                     │
│                 │    Ledger Imutável + World State    │                     │
│                 └─────────────────────────────────────┘                     │
└─────────────────────────────────────────────────────────────────────────────┘
Cenário 1: Baseline (Core Puro) Controle

O free5GC roda sem nenhuma integração com DLT. Mede-se o tempo padrão de registro das NFs no NRF e o tempo de criação de sessão PDU em milissegundos.

Cenário 2: Core + Adaptador + Fabric Proposta TCC

A cada registro de NF, o adaptador aciona o smart contract do Fabric. Mede-se a latência adicional (p50, p95, p99), o consumo de CPU/RAM e comprova-se a detecção imediata de um registro falso.

Métricas Que Serão Apresentadas na Monografia

Latência (ms)
p50, p95, p99
Throughput
Eventos/seg
Uso de Recursos
CPU & Memória
Segurança
Detecção Fake NF
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Kit de Sobrevivência para a Reunião

Roteiro estratégico, respostas para pegadinhas e script pronto de 2 minutos

Amanhã às 16:00
O Script Perfeito de 2 Minutos (Pitch de Abertura)

"Professor, boa tarde! Estudei a fundo o roteiro e a proposta da recomendação ITU-T Y.DLT.Trust.IMT e estruturei a visão do meu TCC."

"O objetivo central não é trafegar pacotes de dados de usuários na blockchain — isso seria inviável. A proposta é aplicar uma DLT permissionada corporativa, como o Hyperledger Fabric, em dois pilares essenciais do Plano de Gerenciamento do 5G Core:"

"Primeiro, a Validação: assegurar que funções de rede só executem operações autorizadas pelo consórcio. Segundo, o Registro e Auditoria: gravar o hash criptográfico e metadados das operações de forma imutável, permitindo auditoria sem vazar dados sensíveis."

"Para a parte prática, meu foco será um escopo bem delimitado e viável: subir o free5GC em containers Docker, implementar um middleware adaptador que intercepte o fluxo de registro no NRF, e avaliar o impacto dessa validação comparando o cenário puro versus com DLT em termos de latência e consumo de recursos."

5 Pegadinhas que o Orientador Pode Fazer & Respostas Cirúrgicas

❓ Pergunta 1: "Colocar blockchain no 5G não vai deixar a rede lenta demais?"

Sua Resposta: "Não, professor! A DLT nunca toca no Plano de Usuário (UPF), onde os dados navegam a gigabits. Ela atua apenas no Plano de Gerenciamento, em eventos pontuais como o registro de uma função ou alteração de fatia, e pode rodar de forma assíncrona via middleware sem travar a sinalização crítica."

❓ Pergunta 2: "Por que você escolheu Hyperledger Fabric e não Ethereum?"

Sua Resposta: "Porque redes de telecom exigem governança de consórcio permissionada. O Fabric utiliza identidades digitais X.509 obrigatórias, não possui custo financeiro por transação (gas), garante privacidade estrita via canais e oferece consenso Raft determinístico com latência na casa de milissegundos, enquanto redes públicas sofrem com latência imprevisível e taxas financeiras."

❓ Pergunta 3: "Você vai modificar o código-fonte do free5GC?"

Sua Resposta: "A abordagem recomendada na literatura é utilizar uma Camada Adaptadora desacoplada (Middleware) que atue como conector entre as APIs REST HTTP/2 do core e o SDK do Hyperledger Fabric. Isso preserva a conformidade do 5G Core com os padrões da 3GPP e facilita a migração sem refatorar o núcleo."

❓ Pergunta 4: "Gravar logs na blockchain não viola a LGPD ou privacidade dos usuários?"

Sua Resposta: "Pelo contrário! Nenhum identificador pessoal (como IMSI, SUPI ou telefone) é armazenado on-chain. Gravamos apenas o hash criptográfico SHA-256 do evento e metadados operacionais. Se houver auditoria, a matemática prova que o hash confere com o log original sem nunca expor os dados dos assinantes no ledger."

❓ Pergunta 5: "Como você vai rodar isso tudo se nós não temos antenas físicas de milhões de reais?"

Sua Resposta: "Utilizaremos o free5GC em conjunto com o simulador open-source UERANSIM, ambos rodando em containers Docker. O UERANSIM gera tráfego de rádio simulado e sinalização 5G 100% aderente ao padrão da 3GPP, permitindo um ambiente experimental reproduzível e com custo zero de hardware especializado."

A "Pergunta de Ouro" para Você Fazer ao Orientador no Final da Call

Quando ele perguntar: "Você tem alguma dúvida ou consideração?", diga com firmeza:

"Professor, para manter o escopo do TCC bem delimitado e publicável dentro do prazo de graduação, o senhor recomenda focarmos a validação no fluxo de registro de NFs no NRF ou no fluxo de criação de sessões PDU no SMF?"

Por que essa pergunta é genial: Mostra que você já sabe exatamente como funciona a arquitetura, pensou na viabilidade do cronograma e está apenas pedindo um direcionamento acadêmico refinado.

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Glossário Interativo 5G & DLT

Consulta rápida aos 20 termos mais importantes com busca instantânea

20 Termos
SBA (Service-Based Arch.)

Arquitetura de microsserviços do 5G Core interconectados por APIs HTTP/2 REST e JSON.

NRF

Network Repository Function. Catálogo dinâmico de serviços onde NFs se registram e descobrem outros nós.

AMF

Access and Mobility Management Function. Gerencia conexão de rádio, autenticação e mobilidade do UE.

SMF

Session Management Function. Gerencia sessões PDU, aloca IPs aos usuários e programa o UPF.

UPF

User Plane Function. O único elemento do Plano de Usuário que roteia pacotes IP em alta velocidade.

Chaincode

O contrato inteligente no Hyperledger Fabric (Go, Node ou Java) que valida e manipula os ativos.

Consenso Raft

Algoritmo de consenso determinístico líder-seguidor tolerante a falhas (Crash Fault Tolerant).

Channels

Canais privados no Fabric para garantir confidencialidade estrita de dados entre participantes.

Network Slicing

Fatias lógicas isoladas criadas sobre o mesmo hardware físico (eMBB, URLLC, mMTC).

free5GC

Implementação open-source do 5G Core em conformidade com o 3GPP Release 15/16 em Go e Docker.

ITU-T SG13

Setor de padronização de telecom da ONU focado em redes futuras, computação em nuvem e IMT-2020.

TORE

Trapdoor Order-Revealing Encryption. Cifra que permite ao smart contract comparar valores cifrados sem ler o conteúdo bruto.